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Erva Fina

Uma celebração vibrante e respeitosa da farmacopeia popular e da sabedoria das avós e benzedeiras. Embalada pelo chão firme e percussivo do Samba de Terreiro, a faixa canta o poder de cura que reside na simplicidade da natureza e na força da reza. Um tributo ao "ouro verde", às folhas sagradas e à herança ancestral que limpa o corpo e traz paz ao espírito.

Bastidores: "Erva Fina" nasceu da observação profunda de que a cura mais verdadeira muitas vezes dispensa a "ciência de doutor" e os luxos do palácio, encontrando sua eficácia no sumo da folha amassada e na fé da palavra rezada. A música evoca o sincretismo, a tradição das velhas rezadeiras e a proteção de Ossaim, o senhor das matas e o guardião dos segredos verdes. O estalo para a composição veio ao perceber que a própria natureza é a tecnologia mais sofisticada que existe. Diante das dores do corpo e dos apertos do coração, o "verde" surge como o elemento capaz de restaurar o equilíbrio e trazer de volta o que o mal tentou levar. É um manifesto em forma de samba sobre a botânica sagrada que cura, acolhe e abençoa.

Água no fogo.

Erva no chão.

O mato sabe

O que aperta o coração.

 

Cuidado, fia,

Que o vento traz...

Lava esse corpo,

Alcança a paz.

 

É no sumo da folha que o segredo mora,

Arruda na orelha, o mal vai embora!

Vovó traz a cura, a receita é divina,

Vem benzer o peito com minha Erva Fina!

 

Raiz que prende.

Galho que solta.

O que o mal levou,

O verde traz de volta.

 

Não é luxo de palácio,

Nem ciência de doutor.

É a folha que eu amasso

Pra curar a sua dor.

 

Vem cá, fio... Não se engane com a simplicidade.

O que a terra dá com reza, é a erva mais fina que existe.

É o ouro verde de papai Ossaim. Ewé asá!

 

É no sumo da folha que o segredo mora,

Arruda na orelha, o mal vai embora!

Vovó traz a cura, a receita é divina,

Vem benzer o peito com minha Erva Fina!

 

Erva fina...

É cura, é vida...

Erva fina...