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Sutil Diferença

Um pagode envolvente que brinca com a lógica da matemática para explicar os mistérios do afeto. Partindo de uma reflexão sobre como o valor das coisas muda dependendo de onde colocamos a nossa atenção, a música deixa as equações de lado para celebrar o amor cotidiano, provando que na contabilidade do coração, um mais um pode perfeitamente somar um.

Bastidores: "Sutil Diferença" nasceu de um lampejo filosófico que desafia a exatidão dos números. O estalo criativo surgiu a partir de uma frase que ecoou na mente do compositor: "A soma de tudo no mundo nem tudo está ali somado". Essa constatação de que existem valores intangíveis no universo — coisas que ocupam espaço mesmo invisíveis, ou sentimentos que multiplicam o nosso dia — deu início a toda a estrutura da letra.

No mundo a soma de tudo
Nem tudo está ali somado
Pensa naquilo que não uso
Ocupa o espaço, estagnado

Onde se vê um, o zero há
Depende do que se faz por lá.

A bomba que cai destrói
A faca afiada divide
O belo com o tempo corrói
Nada é feito se duvide
É zero em faces opostas
É mil quando se gosta.

Como um mais um é dois,
Meu cenário se compôs.
Meu dia é mil ou milhão
Amo essa nossa relação
Um verdadeiro presente
Te ver assim ... sorridente.

Pense no tudo e no nada
A sutil diferença
É a régua com que meço
No tudo que agora pinto
O muito sempre me agrada
No pouco que realizo.

A bomba que cai destrói
A faca afiada divide
O belo com o tempo corrói
Nada é feito se duvide
É zero em faces opostas
É mil quando se gosta.

Como um mais um é dois,
Meu cenário se compôs.
Meu dia é mil ou milhão
Amo essa nossa relação
Um verdadeiro presente
Te ver assim ... sorridente.

Não tem matemática,
Filosofia ou ética,
Não vejo erro algum,
Quando eu e você ... soma um.