Quem for de rezar que reze
Um samba-enredo cortante e de forte impacto popular que denuncia a mercantilização da fé e a transformação de templos religiosos em palanques políticos. Movida pelo ritmo acelerado de uma bateria de escola de samba e sustentada pelo clamor de um coro comunitário, a faixa contrasta a hipocrisia dos falsos líderes com o respeito profundo à espiritualidade genuína daqueles que buscam o amor e o bem ao próximo.
Quem for de rezar que reze
Quem for de rezar que reze
Quem for de rezar que reze
Quem for impostor que o diabo o carregue.
O púlpito hoje é balcão de negócio
Onde o "amém" tem preço e o lucro é o sócio.
Venderam o céu pra comprar o poder,
Exploram a fome pra se enriquecer.
Trocaram o cajado por nota de cem,
No reino da barganha ninguém é de ninguém.
Quem for de rezar que reze
Quem for de rezar que reze
Quem for de rezar que reze
Quem for impostor que o diabo o carregue.
O voto do crente virou mercadoria,
No templo de luxo e de hipocrisia.
Com a Bíblia na mão, escondendo o malfeito,
Fazendo do dízimo o seu próprio direito.
Pois se o político entra por uma porta,
Deus sai pela outra... a fé já está morta!
É o lobo faminto enganando o inocente,
Algema da alma e nó na corrente.
Se você tem seu Divino,
Com toda sinceridade...
Respeita seu sentimento,
Longe de toda vaidade.
Não tenha insegurança,
Valoriza o bem que tem...
Amém pra quem busca o Amor,
E ao próximo quer o bem!
Quem for de rezar que reze
Quem for de rezar que reze
Quem for de rezar que reze
Quem for impostor que o diabo o carregue.


