O Sapo que não pula
Uma metáfora musical sobre a paralisia da alma. Através da figura de Apuã, a faixa retrata a dolorosa realidade daqueles que, presos na procrastinação e na baixa autoestima, entregam a própria sorte nas mãos do destino e terceirizam seus futuros. Preso no quarto e no lodo de suas próprias mentes, o personagem só desperta quando uma intervenção ancestral traz o prumo necessário para o seu primeiro — e transformador — salto em direção à vida.
Pula Apuã! Pula Apuã!
Segue os seus passos, faz o amanhã!
Pula Apuã! Pula Apuã!
Ficar parada não é a opção sã.
Um corpo inerte lá dentro do quarto,
Com sonhos na mente e peito travado.
Com o medo que sonho não se consuma.
Apuã deixa que o destino a conduza.
Sonha com sucesso, carreira, família,
A nobreza chegando na sua trilha.
Rumina as coisas dentro de um rito.
Olha as estrelas e não vê seu brilho.
Pula Apuã! Pula Apuã!
Segue os seus passos, faz o amanhã!
Pula Apuã! Pula Apuã!
Ficar parada não é a opção sã.
De longe a nobreza,
Chega ali com certeza.
Pensa Apuã na sua cela,
Diz que sua aventurança é certa.
Não é que um dia alguém apareceu,
Brilhou o seu olho, ela mesma não creu.
Olhando de cima a pessoa nem viu.
Sentiu-se uma merda, quase sucumbiu.
Pula Apuã! Pula Apuã!
Segue os seus passos, faz o amanhã!
Pula Apuã! Pula Apuã!
Ficar parada não é a opção sã.
No fundo do quarto, no fundo do poço.
Visão em loop da cara de nojo.
Presa na mente, presa no lodo.
Pensamento lógico: tô fora do jogo.
A vó, quem diria? Chega de repente.
Olho de cuidar, energia no falar.
"Olha meu querido o mais importante!"
"Cê tem força pra andar até pra saltar."
O primeiro salto foi receio,
O segundo, quase um tropeço,
Depois foi luta, ainda sem sucesso,
Mas o lodo soltou, e a pele brilhou,
A força da vida enfim despertou!
Pula Apuã! Pula Apuã!
Segue os seus passos, faz o amanhã!
Pula Apuã! Pula Apuã!
Ficar parada não é a opção sã.
Pula, Apuã!
Pula, Apuã!


