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Linha Tênue

Um mergulho profundo e aflito na mente de quem caminha no limite exato da sanidade e da emoção. Embalada pela força do rock combinada com o peso melancólico de violinos e violoncelos, a faixa explora a fragilidade do equilíbrio humano, onde um milímetro define a distância entre o caos e a paz, e o amor mais intenso flerta perigosamente com a autodestruição.

Bastidores: "Linha Tênue" teve um processo de criação atípico e persistente. Diferente de outras composições que nascem ancoradas em uma história fechada, um refrão pronto ou uma linha de raciocínio clara, esta faixa surgiu inicialmente apenas como uma expressão isolada que insistia em ecoar na mente do compositor. Diante dessa insistência, o conceito foi investigado e desdobrado em um estudo poético sobre os limites humanos e o transbordamento emocional. A letra, no entanto, só encontrou sua verdadeira alma e identidade quando foi envelopada no formato de Rock-Melody. A urgência de uma interpretação vocal aflita, contrastada com a sofisticação dramática de arranjos de cordas (violoncelos e violinos), transformou o cansaço do processo criativo em uma obra de arte poderosa sobre as fronteiras invisíveis da existência.

Onde acabam os trilhos
Começa a cegueira
A vida perde seu brilho
O resto é besteira

Eu moro num intervalo
Na beira, na ladeira
Um passo largo, vilão
Um passo curto, prisão

Equilíbrio não existe
Sentimento em erosão
O silêncio guardado
Vira explosão

Não é preto nem branco, é o cinza que queima
Uma bomba de ânsia que na mente teima

É uma linha tênue
Que por um sopro de sorte
O amor mais intenso
Flerta com a morte
Suspiro ansioso
Em um chão que é letal
A fronteira invisível
Entre o bem e o mal

Existência, obsessão
Prudência ou solidão
Gritei pro abismo e ele não respondeu
O eco da queda ainda sou eu 

Um milímetro à esquerda, o caos
Um milímetro à direita, a paz
Quem decide o centro
Ou o que o peso faz?

É uma linha tênue
Que por um sopro de sorte
O amor mais intenso
Flerta com a morte
Suspiro ansioso
Em um chão que é letal
A fronteira invisível
Entre o bem e o mal

Tão fina que corta
Tão frágil que quebra
Cuidado onde pisa
O vazio é o que resta
Etéreo e quase invisível