Eu sei o que sei você sabe o que sabe
Uma crônica caipira e filosófica sobre a alteridade, a empatia e os limites do entendimento humano. Embalada pela sonoridade acolhedora do sertanejo, a faixa propõe um pacto de respeito mútuo, reconhecendo que cada indivíduo carrega suas próprias raízes e verdades. Com um refrão marcante, a música lembra que ninguém detém o monopólio do saber e que aceitar nossas limitações é o primeiro passo para a verdadeira convivência.
O tudo não começa no nosso próprio umbigo
Nem termina no limite do que eu levo comigo
Ouvimos velhas histórias de mestres e aprendizes
Mas o silêncio omite nossas próprias raízes.
Mudar de caminho não é prova de erro
Se a nova visão me traz desterro
Trocar de opinião, quando o senso conduz
É abrir a janela pra entrada da luz.
Eu sei o que sei, você sabe o que sabe
Ninguém é inteiro, nem somos metade
Cada um tem o tamanho do que compreende
O mundo não cabe em cabeça pequena...
E a gente se entende (Ou não!).
O que eu carrego não é peso, é fundamento
A viga mestra que sustenta o pensamento
Meus sonhos pedem o céu, mas meus pés fincam no chão
Pois quem não tem raiz, se perde na amplidão.
Honro a pedra que assentei no meu caminho
Ninguém alcança o cume andando sozinho
Mas é na minha própria força que eu me aprumo
Minha verdade é o mapa, minha vontade é o rumo.
Eu sei o que sei, você sabe o que sabe
Ninguém é inteiro, nem somos metade
Cada um tem o tamanho do que compreende
O mundo não cabe em cabeça pequena...
E a gente se entende (Ou não!).


