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O Chão que a gente pisa

Um hino arrebatador à solidariedade, à amizade e à força do coletivo. Movida pelo pulsar forte do surdo e pelo repique de um coro comunitário que responde ao refrão, a faixa celebra os laços familiares e de amizade que sustentam as lutas diárias. Com metáforas que unem a estrutura do samba à construção de uma sociedade mais justa, a música é o retrato de um povo que tem raiz no peito e não balança diante das dificuldades.

Bastidores: "O Chão que a Gente Pisa" nasce como uma declaração de fé na união humana e na certeza de que ninguém caminha sozinho. A inspiração para a composição veio da observação cotidiana de que as maiores conquistas não são individuais e nem medidas em ouro ou prata, mas sim na dignidade do próximo: no vizinho que tem o pão na mesa e na criança que sorri dentro da escola. O estalo poético utilizou a própria engrenagem do samba como uma analogia perfeita para a vida em sociedade: assim como um arranjo poderoso necessita do cavaco, das sete cordas, do couro do pandeiro e de muitas vozes cantando juntas, uma comunidade real só se sustenta quando os fios se entrelaçam para dar força ao nó. É uma homenagem aos compadres, às comadres e a todos que estendem a mão quando a lida cansa.

Ninguém caminha sozinho nesse meu lugar

Quem tem raiz no peito não vai balançar!

Se um cansar da lida, o outro estende a mão

Amizade é o alicerce desse meu chão!


Olha lá, meu compadre, preste muita atenção

Não se faz um bom samba com uma nota só não

A união é o tempero, é a força do nó

No jogo da vida, ninguém joga só

É no aperto da mão, no olhar de quem sabe

Que a gente constrói o que no peito cabe

 

Ninguém caminha sozinho nesse meu lugar

Quem tem raiz no peito não vai balançar!

Se um cansar da lida, o outro estende a mão

Amizade é o alicerce desse meu chão!


O nosso ideal não é ouro nem prata

É manter acesa a luz que não mata

É ver o vizinho com pão na sacola

É ver a criança sorrindo na escola

É o couro comendo, a poeira subindo

E o povo unido, sempre progredindo!

 

Epa, meu povo!

Segura o terreiro!

Na palma da mão!

 

Amizade é o alicerce desse meu chão...

Amizade é o alicerce desse meu chão...