Linha Tênue
Um mergulho profundo e aflito na mente de quem caminha no limite exato da sanidade e da emoção. Embalada pela força do rock combinada com o peso melancólico de violinos e violoncelos, a faixa explora a fragilidade do equilíbrio humano, onde um milímetro define a distância entre o caos e a paz, e o amor mais intenso flerta perigosamente com a autodestruição.
Onde acabam os trilhos
Começa a cegueira
A vida perde seu brilho
O resto é besteira
Eu moro num intervalo
Na beira, na ladeira
Um passo largo, vilão
Um passo curto, prisão
Equilíbrio não existe
Sentimento em erosão
O silêncio guardado
Vira explosão
Não é preto nem branco, é o cinza que queima
Uma bomba de ânsia que na mente teima
É uma linha tênue
Que por um sopro de sorte
O amor mais intenso
Flerta com a morte
Suspiro ansioso
Em um chão que é letal
A fronteira invisível
Entre o bem e o mal
Existência, obsessão
Prudência ou solidão
Gritei pro abismo e ele não respondeu
O eco da queda ainda sou eu
Um milímetro à esquerda, o caos
Um milímetro à direita, a paz
Quem decide o centro
Ou o que o peso faz?
É uma linha tênue
Que por um sopro de sorte
O amor mais intenso
Flerta com a morte
Suspiro ansioso
Em um chão que é letal
A fronteira invisível
Entre o bem e o mal
Tão fina que corta
Tão frágil que quebra
Cuidado onde pisa
O vazio é o que resta
Etéreo e quase invisível


