Tempo Rei
Uma canção de ninar para os dias de derrota. Usando o boxe como metáfora para as quedas e surras da vida, a faixa oferece um abraço musical e prega a paciência histórica. O "Tempo Rei" surge como o senhor soberano da cura, capaz de diluir as dores mais agudas, validar o período de luto e preparar o espírito para uma nova pintura na tela da existência.
A alguns segundos do nocaute
Rosto é só suor e sangue
O instinto fala: pra trás salte!
Impossível para pernas vacilantes
Agora presos nas cordas
Na sinuca de pico da vida
Da felicidade anda nas bordas
Difícil sair dessa roda viva
O tempo vem pra diluir
Pouco a pouco, parte a parte
Toda dor que está aí
Muda tudo para seu resgate
O tempo sara o tempo cura
Está aí até pra quem acha que não tem
A vida nos dá muitas surras
Deixe o tempo curar que o melhor vem
Quando no golpe duro
A lona é o horizonte
Tudo parece sujo
Ilhado sem nenhuma ponte
Olhar pra cima dói
Tudo a volta corrói
No toque não sinto tato
Aos olhos tudo é opaco
O tempo vem pra diluir
Pouco a pouco, parte a parte
Toda dor que está aí
Muda tudo para seu resgate
O tempo sara o tempo cura
Está aí até pra quem acha que não tem
A vida nos dá muitas surras
Deixe o tempo curar que o melhor vem
Por mais que a dor se sinta
E que lhe falte a respiração
Você tem a tela e a tinta.
Dê tempo para nova ação.
Tem tempo de luto, isso é lei
Confie no futuro... É tempo rei!
O tempo sara o tempo cura
Está aí até pra quem acha que não tem
A vida nos dá muitas surras
Deixe o tempo curar que o melhor vem


